Linha do tempo


  • 2004 (69 BER) - Spaceship One
  • 2011 (62 BER) - Crise mundial
  • 2013 (60 BER) - Estações LEO
  • 2018 (55 BER) - Diáspora Solar
  • 2030 (43 BER) - Cidadãos espaciais
  • 2045 (28 BER) - Asoka II
  • 2051 (21 BER) - Colapso Ambiental
  • 2058 (15 BER) - Autonomia Espacial
  • 2060 (13 BER) - Inteligência artificial
  • 2063 (10 BER) - Reprodução artificial
  • 2073 (1 ER) - Restrição da Terra
  • 2 ER - Naves do Desespero
  • 9 ER - Flagelo Restritivo
  • 10 ER - Surgimento do Restritivismo
  • 28 ER - Permeabilidade de Piletti
  • 50 ER - Florescimento restritivo
  • 52 ER - Prometheus
  • 69 ER - Descoberta da Very Best
  • 71 ER - Downloads de personalidade
  • 94 ER - Espaço Humano
  • 100 ER - Pirataria
  • 120 ER - Consortium
  • 122 ER - Dissidentes
  • 125 ER - Patrulha Estelar
  • 128 ER - Imortalidade relativa
  • 130 ER - Retração da Pirataria
  • 145 ER - Renegados
  • 150 ER - Ansível
  • 152 ER - Chara
  • 157 ER - Ofensiva na Fronteira
  • 160 ER - Facções Independentes
  • 170 ER - Massacre do Damocles
  • 172 ER - Aliança Independente
  • 175 ER - Destruição da Quimera
  • 177 ER - Protocolo de Etrúria
  • 180 ER - Guerras do Território
  • Bem-vindos ao Taikodom!

    A história do nosso universo ficcional começa no início do século XXI e se estende por mais de um quarto de milênio, até a segunda metade do século XXIII. O problema é que os tempos mudaram.  Já não nos referimos mais aos anos como 2225 AD ou 2253 AD...  Muita coisa aconteceu neste período: a humanidade perdeu a Terra e conquistou as estrelas; superamos o temor da morte e descobrimos que não estamos sozinhos na Via Láctea... Com tantos fatos relevantes e surpreendentes, não espanta que tenha havido mudanças no calendário. Agora já não falamos em 2227 AD, mas em 155 ER, ano 155 da Era da Restrição, por exemplo.


    Hoje existem dois tipos básicos de humanos espalhados pela periferia galáctica: as estirpes espaciais, descendentes dos antigos pioneiros, residentes nos habitats orbitais e na Lua; e os humanos como nós, gente como a gente, por assim dizer.


    Os tais pioneiros se subdividiram em spacers, belters e worms. Os primeiros continuaram residindo em seus habitats artificiais. Os belters descendem dos primeiros aventureiros spacers que ousaram colonizar o cinturão de asteróides e os núcleos cometários do Sistema Solar.  Quanto aos worms, há quem diga que muitos deles se orgulham de serem capazes de traçar suas origens desde os antigos colonos selenitas. Constituídas pelas antigas elites intelectual, científica e gerencial da humanidade terrestre, as estirpes espaciais adotaram desde cedo critérios de promoção social e profissional estritamente meritocráticos e implementaram aperfeiçoamentos notáveis no genoma humano. A maioria das comunidades dessas estirpes aboliu há muito os conceitos de família e nação.

     

     

    E quanto à gente como a gente? São os humanos terrestres, descendentes das pessoas que optaram pela permanência no planeta original da humanidade.


    Qual é a origem de tamanha dicotomia?


    Bom, para explicar é preciso reabrir uma velha ferida. Mas, tudo bem. Vamos repassar o trauma antigo uma vez mais e falar um pouco do evento mais importante da história: a Restrição.

     


    Em 23 de janeiro de 2073, época em que já havia mais de 30 milhões de pessoas vivendo no espaço e na Lua, deu-se a Restrição da Terra. Uma força misteriosa estabeleceu um campo energético impenetrável em torno do nosso planeta.  Espaçonaves e objetos materiais ainda podiam deixar a atmosfera, mas nada, nem um mísero próton do vento solar, conseguia ultrapassar a barreira inexpugnável no sentido oposto. A Restrição aplicou o golpe de misericórdia numa civilização global já em franca crise econômica, climática e ambiental. O caos político e social se instalou de vez no planeta. Os governos dos blocos de influência regionais se desfizeram em questão de meses. Apesar dos recursos prodigiosos alocados no sistema Terra-Lua, os espaciais pouco puderam fazer para amparar a civilização global moribunda. Como se tal tragédia não fosse o bastante, oito anos após a Restrição, uma moléstia viral misteriosa de letalidade extrema, batizada flagelo restritivo, abateu-se sobre o segmento terrestre da humanidade, apagando os últimos vestígios da civilização planetária.


    Dezenas de milhões de terrestres lograram escapar ao holocausto planetário. A vasta maioria desses sobreviventes saiu do planeta graças aos esforços dos espaciais, materializado através das naves do desespero, veículos descartáveis construídos na superfície com recursos spacers e selenitas retidos na Terra. Os emigrantes que não tiveram condições de bancar suas fugas foram obrigados a concordar com as condições impostas pelos spacers: deixaram o planeta em hibernáculos, casulos que os manteriam em estado de animação suspensa e nos quais permaneceriam até que as comunidades spacers e selenitas tivessem condições de reabsorvê-los, alocando-os num nicho socioeconômico qualquer.

     

    hibernaculos


    Hoje em dia, quase dois séculos após o advento da Restrição, mais de 90% dos 33 milhões dos hibernautas permanecem em animação suspensa. Os reanimados são chamados ressurrectos.  Vítimas do Choque do Futuro, os ressurrectos constituem cidadãos de segunda classe, cujos organismos e genomas originais não receberam os aperfeiçoamentos biológicos desenvolvidos enquanto eles dormiam...  Essa é a estirpe ressurrecta. Gente como a que existia nos velhos tempos da Terra pré-Restrição.

      

    Em nosso presente ficcional, a Terra possui cerca de um milhão de habitantes.  São os tribais terrestres, sobreviventes ao flagelo restritivo, ainda separados do grosso da civilização humana galáctica pelos desígnios da Restrição, que permanece tão inexpugnável e misteriosa quanto no dia em que se manifestou.


    A humanidade espacial ingressou na Era da Restrição, período cujo início foi marcado por crises e temores, mas também por grandes descobertas e oportunidades.  Uma época em que os humanos investiram todos os seus recursos e energias na colonização do Sistema Solar.

     

    terradalua



    Alguns dos avanços e percalços da civilização espacial neste período são destrinchados na ficção curta já disponível aqui no site. Maiores detalhes podem ser obtidos em consultas ao nosso Arquivista, no que se pese suas posições pouco confiáveis em certos eventos e sua interpretação opiniática dos nossos ciclos históricos.


    O primeiro século da Diáspora Estelar constituiu uma espécie de Idade do Ouro para a humanidade espacial. Os sistemas do Núcleo prosperaram num ritmo sem precedentes sob a égide do Consortium, numa época em que os consorciados mal ouviam falar dos dissidentes que se haviam dispersado nos ermos da Fronteira.

     


    É no fim dessa fase de expansão e conflito, século e meio após o advento da Restrição, que se desenrola a ação do primeiro módulo do nosso MSG Taikodom™, lançado em outubro de 2008 pela HOPLON INFOTAINMENT. A ação desse primeiro módulo se dará em sistemas do Núcleo e do Território circa 150 ER, uma época em que o Consortium e as facções dissidentes já se reencontraram, mas ainda não começaram a disputar o Território, região do Taikodom situada entre o Núcleo e a Fronteira. O enredo do jogo girará em torno da consolidação da Patrulha Estelar como braço armado do Consortium e dos choques de interesses entre as corporações consorciadas e as autônomas.


    Por considerar que este é um dos segmentos históricos mais ricos da instigante saga taikodônica, pretendemos compartilhar as histórias fascinantes dessa fase de expansão, consolidação e conflito com vocês.


    Porém, como afirmamos acima, nosso universo ficcional se estende por mais de um quarto de milênio. Daí, muitas histórias serão lidas (contos, romances, HQs) e vivenciadas (módulos futuros do MSG) nos mais diversos períodos desse vasto arco narrativo que constitui nossa História do Futuro. A primeira jamais produzida neste âmbito em nosso país.

     

    coverfic

     

    Quem já baixou nossa ficção curta percebeu que há contos que se passam nos primórdios da Diáspora Estelar (52-60 ER), enquanto outros se desenrolam em 170 ER ou além. Estamos prestes a publicar vários romances e coletâneas de contos. Dentre as diversas novidades que estamos preparando e guardando no forno para vocês, constam as seguintes:


    Despertar
    , de João Marcelo Beraldo, um romance cuja ação  é contemporânea àquela presente no módulo que vivenciaremos em breve.


    Coletânea de contos Taikodom: Crônicas, uma versão atualizada e consolidada da ficção curta apresentada aqui no site, acrescida com trabalhos inéditos.  Os contos e noveletas se espalham desde 52 ER até 176 ER.


    Sob os Véus de Tau Ceti, um romance que se passa em 160 ER, porém num sistema misterioso cujo acesso o Consortium mantém interdito até hoje.  Uma visão épica e heterodoxa de alguns dos segredos ocultos nos meandros do nosso universo ficcional.


    Protocolos de Etrúria
    , uma trilogia em que o grosso da ação decorrerá entre 177 e 179 ER  Como obra de escopo mais abrangente, a trilogia servirá para apresentar o panorama geral do universo ficcional Taikodom numa época muito especial: abalados por ameaças externas e divergências internas, humanos das diversas estirpes espaciais aliam-se aos ressurrectos na decisão de negociar protocolos mínimos de convivência pacífica para garantir não só a sobrevivência da civilização e da espécie, mas também  a continuidade da expansão da humanidade na periferia galáctica.  Legados, primeiro romance da saga, já está na rampa de lançamento. O segundo, Litígios, é meu trabalho atual.  Com a graça do Espírito Galáctico, até o fim do ano espero cumprir a missão impossível de concluir o terceiro e último romance.


    Como sempre dizemos, no Taikodom o melhor está por vir! Porque  guardamos algumas cartas altas na manga para as três décadas que separam 150 de 180 ER:


    Romanos no Espaço
    : os dissidentes spacers consolidarão seu poder na Fronteira. Para isto, recriaram os conceitos de família e Estado, erigindo o Império sob inspiração da Roma de César.


    Não satisfeitos com as escaramuças contra os consorciados, piratas e com outras facções dissidentes, os imperiais tropeçarão em instalações de uma supercivilização alienígena em Chara.


    A Guerra do Território eclodirá entre o Consortium e as facções independentes.


    A humanidade travará contato com uma outra civilização alienígena, desta vez uma espécie atuante, misteriosa e decididamente hostil: o Inimigo.


    Os ressurrectos pressionarão a civilização espacial por igualdade de direitos e oportunidades.


    Em meio a muita discórdia e confusão, as diversas estirpes humanas se reunirão para negociar protocolos mínimos de convivência para que, juntas, possam enfrentar os desafios lançados por uma periferia galáctica complexa, misteriosa e absolutamente indiferente aos anseios e necessidades da espécie humana.


    O Taikodom é tudo isto e muito mais. Embarque em sua nave estelar e se prepare para vivenciar conosco o futuro da humanidade no espaço de um modo que você nunca viu!

     

    Gerson Lodi-Ribeiro



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