Vega, 170 ER.
| Arquivo Público da Patrulha Estelar
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RELATÓRIO
Massacre do Damocles
Investigação Sumária*
- Os atacantes inflingiram danos bastante extensos ao Damocles: sete de seus onze módulos estanques tiveram seus cascos duplos perfurados por disparos de armas lançadoras de projéteis de uma classe desconhecida. Mais de 50.000 vidas humanas se perderam no ataque. Não há registro de ataque pirata algum que houvesse provocado tamanho morticínio. Até porque ações piratas que fazem muitas vítimas costumam produzir reações enérgicas da Patrulha; reações que, definitivamente, trazem prejuízos consideráveis ao seu ramo de negócios. O’neills são grandes demais e, sobretudo, bem defendidos demais para constituírem bons alvos para ataques piratas.
- Não houve tentativa alguma de contato. Nenhum ultimato. Apenas o ataque-surpresa e a vasta trilha de morte e destruição. Essa atitude decerto contraria os hábitos dos piratas. Além disso, como os analistas constataram, nenhum recurso do Damocles foi subtraído durante ou após o ataque. Por terem em vista o lucro acima de tudo, piratas não executavam ataques gratuitos. E, sobretudo, não efetuam ataques que destroem quase inteiramente suas presas.
- O fato crucial, contudo, foi descoberto na análise das hologravações do ataque, registradas pelas câmeras do Damocles. As naves atacantes possuem designs não apenas desconhecidos, mas decididamente estranhos. Dentre as sete naves registradas, não havia duas iguais; tanto seus formatos quanto suas dimensões são bastante díspares entre si. A maior delas uma monstruosidade com a forma esdrúxula de um aglomerado de triacontaedros romboidais... Jamais se viu belonaves como aquelas.
CONCLUSÃO
Diante dos fatos acima descritos, somos obrigados a concluir que o ataque não se deu à ação de piratas. Damocles efetuou o primeiro contato da humanidade com uma cultura alienígena.
*Relatório elaborado pelo Departamento de Inteligência do Consortium