| Sistema Solar, 131 ER. | Periódicos da Biblioteca de Nova Alexandrina |
Aventureiros
[...] Um ex-corporocrata falido que já perpretou sua vingança contra aqueles que o arruinaram uma vez, e teve sucesso na carreira de empresário do "ramo alternativo" (considerado fora da lei pelo Consortium) atinge um status altíssimo entre os piratas e até mesmo no Consortium, que passa a ter mais cuidado e respeito em relação as suas ações. Com imortalidade garantida (pelo menos até ser pego "de jeito" pela lei), seus desafios passam a ser outros, como colecionar valiosíssimos ítens paleoaliens, ser o responsável pelo maior roubo de carga já registrado, ou causar a maior perda à Patrulha Estelar... enfim, sua vida passa a ser puro diletantismo, com motivação centrada no prazer dos desafios, que sempre crescem em nível de dificuldade. [...]
[...] Com muito dinheiro, status e forte atração pelo perigo real, um comandante aventureiro normalmente conta com uma tripulação extremamente competente. Afinal, só os melhores trabalham para aquele que se considera melhor. Não raro, atrai pilotos e outros profissionais para seu "bando" através da propaganda de seus grandes atos e, se desejar, vai atrás de uma pessoa específica e contrata seus serviços, "comprando seu passe" junto ao grupo pirata do qual ele participava. O Assalto ao trem pagador é um holo antigo que retrata a ação de alguns aventureiros. Não são muito ativos e passam grandes períodos planejando grandes ações. Se algum pirata aparecer no meio de um comboio ultravigiado e onde se apostaria que ninguém teria coragem de enfrentar tal situação, ele pode ser um aventureiro ou um revolucionário. Para distinguir qual dos dois, basta olhar o estado das naves e a qualidade dos armamentos. Os aventureiros são muito vaidosos.[...]
“Como eles sempre estão precisando de dinheiro, estão sempre ativos. A melhor maneira de se conseguir bons homens é acompanhar os oportunistas, de perto”
“Os revolucionários são chatos, monótonos, entediantes. Mas às vezes aprontam coisas divertidas.
“Entendo o ponto de vista dos justiceiros. Tenho camaradas que começaram nesse ramo de negócios por causa de alguma traição. Hoje seus inimigos estão arruinados, e não vou me surpreender se encontrá-los no mesmo ramo que eu. Tudo bem, sem ressentimentos”
“Ser um corsário é uma forma útil de se conseguir pequenos serviços”