| Sistema Solar, 131 ER. | Periódicos da Biblioteca de Nova Alexandrina |
Revolucionários
[...] Segundo os revolucionários, os spacers sempre ditaram as regras na humanidade espacial, considerando-se superiores às outras estirpes. A declaração de cidadania às Consciências Artificiais (C.A.), foi mais um motivo de descontentamento. Mesmo com a meritocracia levada ao extremo na sociedade espacial, ressurrectos continuaram sendo sempre tratados de maneira diferenciada. Essa discriminação levou muitos deles, que não encontraram seu espaço numa sociedade tão competitiva, e que muitas vezes não concordavam com alguns costumes culturais spacers, a viver à margem da sociedade para atacar o que pode ser chamado de "O sistema". [...]
[...] Qualquer prejuízo causado à tirania centralizadora do Consortium, o que inclui toda corporação que esteja em acordo com o Consortium, e arrecadação de fundos, materiais ou tecnologia é considerado um golpe que enfraquece o "status quo". São raros os grupos de piratas que dizem agir para derrotar o Consortium e instaurar uma nova ordem universal e realmente acreditam nisso. O maior perigo desse tipo de grupo, que normalmente não é tão ativo e que só executa ações extremamente calculadas, é sua imprevisibilidade e competência na execução de seus assaltos. [...]
[...] Um líder revolucionário é normalmente uma pessoa extremamente carismática e com um discurso convincente, que comove e atrai simpatizantes à causa, de acordo com suas crenças ou ideologias. Em suas linhas atuam cidadãos que normalmente estão à margem da sociedade e se consideram injustiçados por isso (não importa a razão, eles se colocam como "vítimas do sistema"). Em suas ações, voltadas normalmente contra alvos estratégicos do Consortium, esses grupos fazem questão de causar o máximo dano e prejuízo possível. Seus atos sempre têm uma "assinatura" que os identifica como autores dos atentados. Como muitas vezes suas investidas não geram lucros, às vezes recorrem ao assalto de cargas e outras manobras comuns de pirataria para obter dinheiro financiando a real causa, que é combater o Consortium. Há muitas corporações insatisfeitas com o governo centralizador do Consortium (é claro que estão insatisfeitas porque não se beneficiam da situação) que ajudam, secretamente, grupos revolucionários.[...]