AcervoTaikodom - Game de ação espacial
No século XXIII, a humanidade povoa o espaço. Os conjuntos de estações espaciais são as novas cidades, a imortalidade é um fato e as inteligências artificiais têm cidadania. Pilote sua própria nave em tempo real através do espaço humano e assuma seu posto: combate, comércio, mineração e corporações. Os recursos são vastos e há inumeros sistemas estelares por onde navegar. Seus objetivos podem ser simples, como explorar o espaço em busca de riquezas. Ou extremamente complexos, como construir e gerenciar mega-corporações espaciais. A história evolui com as ações dos próprios jogadores e você faz parte dela.
Depoimento:
"Impressionou também o cuidado com os detalhes. Taikodom não parece ter economizado nos conceitos. Há todo um passado sócio-político que embasa aquele universo ambientado no século 23 - criado em conjunto com o escritor de ficção científica Gerson Lodi-Ribeiro, com belas ilustrações, design interessante e interface intuitiva."
Érico Borgo - Omelete
Taikodom: Despertar
Dois pilotos brasileiros da Força Espacial da União do Centro, Jorge Santiago e Augusto Carrera, estão entre os poucos felizardos que conseguiram escapar da Restrição da Terra. Eles são “ressurrectos”, cidadãos de segunda classe, reeducados para suportar minimamente um choque do futuro bem mais brutal e avassalador do que o imaginado por Alvin Toffler. A humanidade conquistou as estrelas, extinguiu a miséria, derrotou a morte. Os dois amigos devem pensar que morreram e ressuscitaram no Paraíso, certo? Errado. Porque a singela utopia futurista começa aos poucos a revelar seu lado distópico sombrio.
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Leia um trecho:
"Santiago compreendia, mas não queria. A idéia de que o Consortium mantinha milhões de pessoas ainda em hibernação por controle era a melhor forma que tinha para contestar tudo aquilo que lhe estava sendo forçado goela abaixo. Tinha praticado no dormitório a resposta certa para quando o tema surgisse. Ia surpreender com seu comentário sobre as gigantescas estações espaciais que podiam abrigar milhares. Mas não podia contestar o óbvio. Imaginar milhares de Santiagos tentando conviver em uma estação fazia até o próprio tremer. Com uma piscada de olho que de certa forma parecia artificial, Júlia Honoré levantou-se e partiu, deixando Santiago para trás. Sozinho, novamente em silêncio, Santiago voltou os olhos para a Terra. Jamais foi tão verde em sua própria época. Era como um delicado enfeite de vidro que guardava em seu interior lembranças de uma viagem. E estaria para sempre fora do seu alcance."
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Visita do Terrestre
Único tribal a escapar da Terra Restrita para o espaço em 160 anos, Glauco Finisterra se diz representante do Império Insular Transpacífico, último resquício de civilização no planeta natal da humanidade. Assim que dá o seu primeiro e gigantesco passo para fora da nave, Glauco vislumbra pela frente o maior confronto diplomático de sua vida. Terá que negociar em nome dos terrestres com os marcianos.
Leia um trecho:
"Ao que parece, os marcianos vêm transmitindo esta lengalenga para eles há séculos, praticamente desde a primeira tentativa de desembarque, frustrada pela ação do Complexo de Defesa. Com tamanha insistência, não espanta que tenham conseguido convencer várias comunidades de mutantes ignorantes."
Artes de Camaleão
Cid. Crane troca de clone como troca de roupa. Mais do que pirata, espião ou agente secreto, ele se considera um artista exímio no que faz. O problema é que Sthepen Crane – este é o seu nome provisório – precisa acreditar, durante 99% do tempo, que a própria impostura é um fato concreto. Crane acreditava também que o penúltimo obstáculo na sua missão seria mais fácil de ser superado. No última entreveiro que se meteu, ele não tinha tantas certezas. O que faria um virtuose perder a confiança em si mesmo?
Leia um trecho:
"Em realidade, apesar das aparências, não sou ressurrecto. Não nasci com este corpo hipertrofiado de antropóide. Há um clone inteiramente humano gengendrado ao meu dispor na sede do Serviço de Inteligência Republicano, com 215 centímetros de altura e 61 quilogramas de massa; ossos longos e delicados; crânio dolicocéfalo. Completamente desprovido de pelagem corporal. Como todo humano devia ser, aliás."
Confronto com Quimera
Herói ou louco, Gary Liang y Ruiz foi nomeado como o comandante de uma poderosa belonave estelar. Dizem que até os próprios subordinados o tomam por desequilibrado. Apesar de todos os perigos que a situação impõe, é com sujeitos como Gary “Loco” Ruiz que a humanidade conta para obter uma vitória capaz de elevar o moral combalido da nossa espécie. Dezenas de milhares de cidadãos morreram antes disso. "Dar combate, apresar ou destruir as naus inimigas onde quer que se encontrem" é a diretiva padrão da recém-criada Armada Humana. E Gary garante: a Belerofonte vai até o fim para cumprir sua missão.
Leia um trecho:
"A se dar crédito ao argumento estapafúrdio, o que esses caças de linhas fluidas e projeto arrojado afirmam a respeito do povo que os construiu? E como explicar que uma mesma civilização tecnológica possa conceber um design tão elegante e orgânico quanto o desses caças e, ao mesmo tempo, o monstrengo constituído por esse aglomerado de triacontaedros romboidais, ora distante 0,1 segundo- luz da Belerofonte? Porque, do ponto de vista da engenharia espacial, essa nave-mãe é uma aberração teratológica! Autêntica Quimera."
Escambo com Nativos
Numa época em que sistemas de comunicação mais rápidos que a luz são uma realidade, enfrentar ruídos e a estática da radiotransmissão não é um problema para Octavius Robles. Entre um câmbio e outro, ele estuda a Terra a distância através de telescópios orbitais. Como especialista em tecnologias obsoletas, Robles também é, antes de mais nada, um negociante. Mas desta vez o assunto a ser tratado com os tribais terrestres é mais espinhoso. E os riscos, à moda antiga.
Leia um trecho:
"Alienígenas hostis golpeiam com armas desconhecidas. Executam ataques arrasadores contra postos avançados da humanidade em sistemas estelares do Território. [...] Neste afã, todas as abordagens são válidas. [...] Até a idéia estapafúrdia de consultar tribais primitivos sobre uma questão para a qual decerto não possuem resposta."
Point of K(no)w Return
Os tripulantes da Prometheus partem rumo ao desconhecido. Mas o sonho de transformar a humanidade numa civilização cósmica pode abrir caminhos mais singulares do que as rotas que levam à colonização de novos sistemas. Com o desaparecimento da Prometheus, os financiadores do projeto estão numa encruzilhada. Mandam novas naves tripuladas pelo atalho cósmico? Ou será melhor aprovar de vez a construção das inteligências artificiais autoconscientes, sondas volitivas o bastante para mapear o Espaço Humano com muito mais eficiência do que seus criadores orgânicos? A sorte está lançada.
Leia um trecho:
"O plano pré-estabelecido determina que permaneçamos cerca de doze horas-padrão no sítio de destino. Período considerado suficiente para que determinemos nossa posição em relação ao Sol e colijamos dados relevantes sobre a vizinhança imediata da zona de salto onde se deu a emersão. Claro que o controle da missão não se contrairá em cólicas, caso atrasemos nosso retorno em dois ou três dias."
Segunda Ressurreição
Dentre outras coisas, Isadora Montiverdi foi geóloga e arqueóloga na Terra. Para seu azar, na sociedade espacial acordou como cidadã de segunda classe. Com muita dedicação e um pouco de sorte, conseguiu se tornar prospectora de artefatos paleoalienígenas. E por vocação... Bem, por vocação, tornou-se restritivista. Novos status a parte, Isadora luta pelos sonhos de sempre, como o de quitar os débitos contraídos em seus projetos de conquistar uma sobrevivência mais digna no século XXIII. Isadora luta também por um amor impossível, que precisa ser mais do que correspondido para prosperar. Quando, finalmente, esbarra com algo maior do que suas preocupações mundanas, algo que pode lhe trazer tudo o que sempre sonhou, Isa é colocada à prova. E, para sobreviver, será necessário abrir mão dos seus princípios mais enraizados. Mesmo que seja à força.
Leia um trecho:
"— Não posso permitir que façam cópias do meu espírito. — Cruzei os braços sobre o peito e fitei o alienígena do outro lado da mesa. Suspirei, lutando para conjurar coragem e paciência infinitas. — A prática de copiar registros de personalidade é relativamente comum entre humanos. Mas alguns de nós não concordam com isto. Sou uma das que discordam."
A Verdadeira História da Terraformização de Marte
A porta se abre. O forasteiro entra. Rodrigo Castro pede uma cerveja. Ou melhor, uma Eridana gelada. Ele veio atrás de um drink, além claro, de boas doses de verdade. Até aqui, nada de novo no Espaço Humano. A diferença é que as histórias sobre a conquista de Marte não devem ser contadas. Pelo menos não em voz alta. E menos ainda neste bar de colonos mal-encarados. Só quando o forasteiro insiste bastante, descobre. Cervejas locais, só as marcianas da casa, ao natural. E o mais importante: em Marte, melhor não ter pressa.
Leia um trecho:
"- Quer saber como a terraformização de Marte realmente ocorreu? — O velhaguarda esvazia quase um quarto da caneca imensa duma talagada. Então produz um arroto fragoroso, mesmo para alguém com pulmões de marciano. Um ou dois freqüentadores lançam olhares divertidos do outro canto do bar. O ancião limpa os lábios nas costas da mão enluvada. — Vou te contar. Eu estava aqui. Participei do processo todo desde o começo. Sobrevivi aquele martemoto de merda que liquidou quase tudo que possuíamos."